sexta-feira, 30 de março de 2012

Guia Turístico



    Vale do Paraíba

 O Vale do Paraíba é uma região sócio-econômica que abrange parte do leste do estado de São Paulo e sul do estado do Rio de Janeiro, e que se destaca por concentrar uma parcela considerável do PIB do Brasil. A População somada de todas as cidades da região é de quase 3,3 milhões de habitantes. São José dos Campos é a maior cidade da região.
     A história do Vale do Paraíba está intimamente ligada aos ciclos econômico do café, período de opulência que deu prestígio e poder político à região. A despeito da cidade de Lorena que começou seu desenvolvimento com o ciclo do ouro nos idos de 1700 devido à passagem pelo Rio Paraíba do Sul.
     No início do século XX, um grupo de religiosos da ordem trapista se instalou na fazenda Maristela, em Tremembé, e introduziu a cultura do arroz nas várzeas do rio Paraíba do Sul, além de novas técnicas de plantio e irrigação.
     A produção de leite foi introduzida com a decadência do café, ocorrida a partir da crise econômica mundial de 1929.
     Como no passado, a cafeicultura caracterizou-se por ser uma cultura extensiva e predatória. Em conseqüência disso, o solo esgotou-se rapidamente no vale do Paraíba e a cultura cafeeira ali entrou em declínio.
Características :
-Terra fértil e relevo acidentado
 - Formas tradicionais de ocupação do solo
 - Latifúndio - Fazendas auto-suficientes
- Aristocracia escravocrata e conservadora
- Uso de forças produtivas escravistas


     Atualmente a agropecuária ainda é de grande importância para vários municípios dessa região. A atual estrutura fundiária do Vale do Paraíba é fruto de mudanças significativas na forma de distribuição das terras ocorridas a partir da decadência do café, quando as grandes fazendas passaram a ser retalhadas em partilhas e heranças familiares.
    
     Abaixo encontra-se algumas atrações disponíveis à serem visitadas na região do Vale do Paraíba:

Fazenda Pau d'Alho
Localizada a 3 km da cidade, a Fazenda Pau D'alho foi construída por volta de 1817 por João Ferreira de Souza, fundador de São José do Barreiro e que no ano de 1822 iniciava na fazenda o plantio de café. D. Pedro I, em viagem que antecedeu a independência do Brasil, chegou em 17 de agosto de 1822 na Fazenda Pau D'alho, onde foi recebido com um grande jantar.
O conjunto arquitetônico da fazenda foi tombado pelo Patrimônio Nacional e Estadual em 1968; restaurado, hoje é um marco histórico que se destina a atividades culturais e ecológicas.


FAZENDA SANTA: LÍDIA CASA GRANDE E SENZALA
   
   

     Conhecer um lugar construído no século XIX é como viajar por um túnel do Tempo. O cheiro de casa antiga é a primeira sensação que se tem ao cruzar as enormes portas do casarão da Fazenda Santa Lídia no Bairro do Itabaquara na cidade de Piquete. Quadros e antigos objetos, a maioria do período de ouro do café, decoram o ambiente da Casa Grande. Na sala principal, sofás, cristaleiras, mesas e cadeiras de época compõem o cenário de antigos saraus. Nas paredes de taipa, muitos quadros, dentre eles um de Dom Pedro II e outro de uma baronesa. Num dos cantos da grande sala é possível conhecer os detalhes de uma curiosa escrivaninha do período imperial. Em outro, encontramos uma capela com imagens de santos. Nos quartos, as camas de madeira espessa, com cerca de um metro de altura, revelam as características dos móveis de época. A fazenda revela uma atmosfera onde presente e passado  que  se encontram.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Imigração à São João del Rei


Família Lombardi    



O trecho escrito abaixo foi retirado do livro “Reminiscências- uma janela para o passado”, no qual Nelson José Lombardi escreve tudo sobre a família Lombardi, e apresenta justificativa para todos os frutos conquistados pela “nobre” família.
   “As raízes da família Lombardi provavelmente originaram-se dos povos nórdicos europeus, os  ‘Lombardos’, guerreiros de longa lança (longo-bardi), que no século quatorze, quando o território italiano não passava de vasta ruína do Império Romano, invadiram o norte da Itália, na hoje região de Milão, e ali fixaram-se, deixando de levar para sempre uma vida nômade como era costume.
     A sua capital era Pavia e lá coroavam os seus reis com a famosa ‘coroa de ferro’. Segundo a tradição, a coroa de ferro teria sido fabricada por ordem de Teodolinda, viúva de Antaris, rei dos Lombardos. Consta de um círculo de ferro que se acha incrustado no seu interior e no qual teria sido fundido um dos cravos da Cruz de Jesus. Carlos Magno cingiu-a quando foi coroado rei dos Lombardos, no ano de 774. Hoje é conservada na Itália, no tesouro de ‘Monza’.
     A Lombardia como é atualmente conhecida, representa hoje a principal região industrial e comercial da Itália.
     Descendentes da família Lombardi imigraram, fixando-se na região de Salermo, na cidade de ‘Buonabitacolo’, onde nasceram alguns nome de imigrantes que mais tarde vieram para o Brasil.
     Família nobre porque agraciada com título e brasão, inscritos no livro de ouro da Nobreza Italiana, em poder do Colégio Heráldico Romano.

Abaixo é apresentado o brasão da família Lombardi, no qual existe na cimalha a coroa real e o Elmo de cavalheiro, tendo na parte inferior a seguinte inscrição:



“Família de origem Lombarda, de passagem no
napolitano, onde gozaram de nobreza, no seggio
di porta, se expandiu próximo de Roma, Amalfi
Saleno, Barletta etc.
Baldassare, capitão de 16 galeras para ocupar o
Reino da Sicília, depois do famoso ‘Vespro Siciliano’
Rei Afonso Scipriani, familiar do Rei Ferdinando,
Capitão na guerra e justiceiro de Capri.
Outros desta família se projetaram nas armas, na
ciência e nas letras e alguns como proprietários,
criaram diversos territórios.”

     Devido à extensão da família foi conveniente a escolha de apenas uma parte da família para ser aprofundada, que no caso detalharemos a história de Rita Maria Teresa, seus pais e seus quatro irmãos. Rita, a mais nova, e Elza, sua irmã mais velha são as únicas representantes viva deste ramo da família que nasceram na Itália. A nossa entrevistada é Rita que contou detalhadamente sua vinda e de sua família para o Brasil.
     A história começa em Buonabitacolo, onde Humberto Vito, pai de Rita, nasceu e teve seus cinco filhos ao lado de sua esposa chamada Annas Matina Di Vincenzo di B. Colo. Rita conta que seu pai, primeiramente veio sozinho para o Brasil tentar a sorte, já que a padaria que a família tinha na Itália não estava dando muitos lucros. Humberto se instalou em São Pedro do Puiquiri, pequena cidade perto de Ubá (MG), e lá permaneceu por 6 anos com uma fábrica de queijo, até quando resolveu voltar para a Itália. Rita conta que a fama de o Brasil ser um ótimo lugar para se morar, era grande lá na Itália, e que é devido esta fama tentar a sorte no país. Não deu certo pela primeira vez. Humberto voltou, mas em 1935 recebeu um convite de seu irmão João Lombardi, para morar em uma cidade chamada São João del-Rei.
     Rita e sua família veio legalmente pelo “Navio Oceania”, e após uma temporada no Rio de Janeiro foi direto para são João del-Rei, onde seu pai ao lado de seu tio construíram novamente uma fábrica de queijo e manteiga, localizada hoje na rua Maria Tereza. Esta fábrica durou por 17 anos e fechou sem explicação, conta ela. Após o fechamento da fábrica, seu tio João Lombardi já estava com sucesso na sua fábrica têxtil na cidade e seu pai com seu irmão mais velho Giusepe Benito construíram uma transportadora para sustento da família conhecida hoje como “Expresso vera Cruz”. Além do Expresso, foi-se comprado uma  fazenda chamada “Fazenda Canta galo”, próxima ao município de Prados, a qual foi importante para o aumento da renda da família.
     No tópico de adaptação Rita relata que não teve dificuldades, já que as culturas não eram tão diferentes, mas ela apresenta curiosidades exemplificadas pelo fato de eles não conhecerem frutas como o mamão e a jabuticaba antes de virem ao Brasil. Além disso, a banana na Itália eu vendida a unidade, e não a penca ou o cacho como era visto no Brasil. A galinha era confundida com um urubu, devido ao não conhecimento da ave no país de origem.
     Sobra a atualidade da família na cidade de São João del-Rei, ela não dá dados específicos sobre o número de membros exatamente, porém afirma um grande contingente de sobrenomes “Lombardi” espalhados pela cidade. As atividades econômicas não mudaram muito quando se vê a permanência do expresso, e ao grande desenvolvimento da fazenda após a repartição aos herdeiros hoje com outro nome, além da antiga: “Fazenda São José”.


Abaixo é representada o Albero Genealógico Família Mattina-Lombardi (Ramo: Lombardi). Percebe-se a presença de Rita na última parte, já que o primeiro membro da família era de 1585.





quarta-feira, 28 de março de 2012

ECONOMIA E PODER



O IMPÉRIO EM MINAS GERAIS:
ECONOMIA E PODER NA ZONA DA MATA MINEIRA DO SÉCULO XIX AO XXI.

     Minas Gerais teve sua economia impulsionada devido à expansão da cultura cafeeira na segunda metade do século XIX. A partir disso pretendemos analisar o constante crescimento de enonomia da província mineira e especificamente São João del-Rei, que além da cultura rural tinha forte influência sob o comércio.
     Hoje em dia caracterizamos a economia de Minas Gerais com o terceiro maior PIB do Brasil com 241,3 bilhões de reais abrigando 19.597.330 habitantes em seus 586.520,368 quilômetros de extensão. Ressaltamos que o comércio mineiro contribui significativamente para o avanço econômico, além do setor agropecuário que apresenta um grande rebanho bovino com a maior produção de leite do país contendo ainda um importante cultivo do feijão, milho, soja, cana-de-açúcar e café.
     Este café começou sua famosa cultura desde a segunda metade do século XIX que se expandiu rapidamente pelo sudeste, região que concentra o alvo das atenções da época até hoje, devido à existencia de poderosos e influenciadores senhores de terra. Quanto mais terra, mais poder se tinha, e o café era a forma mais lucrativa de utilizar de maneira fértil este terreno. A característica rural de hoje em dia em Minas Gerais é devido à essa época que manteve tradições antigas de cultivo, que foi aperfeiçoado e modernizado de acordo com a evolução da produção.
     Segundo o sr. Jairo, responsável presente na visita do grupo ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) de São João del-Rei, o forte da economia na cidade durante o segundo reinado, como citado anteriormente, era exemplificado pelo comércio, e principalmente pelas regiões agropecuárias que engrandeciam e confirmavam caracterizando a cultura econômica da época na região.

Importações e Exportações de Minas Gerais no século XXI:

Exportações: US$ 24,4 bilhões:                                                                                          
Minério de ferro: 29%.
Ferro, aço e suas sobras: 26%.
Café em grão: 12%.
Carros e peças: 8%.
Máquinas e equipamentos: 3%.
Ouro: 3%.
Celulose: 2%.
Outros: 17%.

Importações: US$ 10,5 bilhões:                                                                                       
Veículos automotores e peças: 20%.
Máquinas e equipamentos: 13%.
Carvão mineral e derivados: 12%.
Adubos e fertilizantes: 9%.
Eletroeletrônicos: 7%.
Produtos das indústrias químicas: 7%.
Enxofre: 4%.
Metais não ferrosos: 3%.
Outros: 25%