O trecho escrito abaixo foi retirado do livro “Reminiscências-
uma janela para o passado”, no qual Nelson José Lombardi escreve tudo sobre a
família Lombardi, e apresenta justificativa para todos os frutos conquistados
pela “nobre” família.
“As raízes da família Lombardi
provavelmente originaram-se dos povos nórdicos europeus, os ‘Lombardos’, guerreiros de longa lança
(longo-bardi), que no século quatorze, quando o território italiano não passava
de vasta ruína do Império Romano, invadiram o norte da Itália, na hoje região
de Milão, e ali fixaram-se, deixando de levar para sempre uma vida nômade como
era costume.
A sua capital era Pavia e lá
coroavam os seus reis com a famosa ‘coroa de ferro’. Segundo a tradição, a
coroa de ferro teria sido fabricada por ordem de Teodolinda, viúva de Antaris,
rei dos Lombardos. Consta de um círculo de ferro que se acha incrustado no seu
interior e no qual teria sido fundido um dos cravos da Cruz de Jesus. Carlos
Magno cingiu-a quando foi coroado rei dos Lombardos, no ano de 774. Hoje é
conservada na Itália, no tesouro de ‘Monza’.
A Lombardia como é
atualmente conhecida, representa hoje a principal região industrial e comercial
da Itália.
Descendentes da família
Lombardi imigraram, fixando-se na região de Salermo, na cidade de ‘Buonabitacolo’,
onde nasceram alguns nome de imigrantes que mais tarde vieram para o Brasil.
Família nobre porque
agraciada com título e brasão, inscritos no livro de ouro da Nobreza Italiana,
em poder do Colégio Heráldico Romano.
Abaixo é apresentado o brasão da família Lombardi, no qual existe na cimalha a coroa real e o Elmo de cavalheiro, tendo na parte inferior a seguinte inscrição:
“Família de origem Lombarda, de passagem no
napolitano, onde gozaram de nobreza, no seggio
di porta, se expandiu próximo de Roma, Amalfi
Saleno, Barletta etc.
Baldassare, capitão de 16 galeras para ocupar o
Reino da Sicília, depois do famoso ‘Vespro Siciliano’
Rei Afonso Scipriani, familiar do Rei Ferdinando,
Capitão na guerra e justiceiro de Capri.
Outros desta família se projetaram nas armas, na
ciência e nas letras e alguns como proprietários,
criaram diversos territórios.”
napolitano, onde gozaram de nobreza, no seggio
di porta, se expandiu próximo de Roma, Amalfi
Saleno, Barletta etc.
Baldassare, capitão de 16 galeras para ocupar o
Reino da Sicília, depois do famoso ‘Vespro Siciliano’
Rei Afonso Scipriani, familiar do Rei Ferdinando,
Capitão na guerra e justiceiro de Capri.
Outros desta família se projetaram nas armas, na
ciência e nas letras e alguns como proprietários,
criaram diversos territórios.”
Devido à extensão da família foi conveniente
a escolha de apenas uma parte da família para ser aprofundada, que no caso
detalharemos a história de Rita Maria Teresa, seus pais e seus quatro irmãos.
Rita, a mais nova, e Elza, sua irmã mais velha são as únicas representantes
viva deste ramo da família que nasceram na Itália. A nossa entrevistada é Rita
que contou detalhadamente sua vinda e de sua família para o Brasil.
A história começa
em Buonabitacolo, onde Humberto Vito, pai de Rita, nasceu e teve seus cinco
filhos ao lado de sua esposa chamada Annas Matina Di Vincenzo di B. Colo. Rita
conta que seu pai, primeiramente veio sozinho para o Brasil tentar a sorte, já
que a padaria que a família tinha na Itália não estava dando muitos lucros. Humberto
se instalou em São Pedro do Puiquiri, pequena cidade perto de Ubá (MG), e lá
permaneceu por 6 anos com uma fábrica de queijo, até quando resolveu voltar
para a Itália. Rita conta que a fama de o Brasil ser um ótimo lugar para se
morar, era grande lá na Itália, e que é devido esta fama tentar a sorte no
país. Não deu certo pela primeira vez. Humberto voltou, mas em 1935 recebeu um
convite de seu irmão João Lombardi, para morar em uma cidade chamada São João del-Rei.
Rita e sua
família veio legalmente pelo “Navio Oceania”, e após uma temporada no Rio de
Janeiro foi direto para são João del-Rei, onde seu pai ao lado de seu tio
construíram novamente uma fábrica de queijo e manteiga, localizada hoje na rua
Maria Tereza. Esta fábrica durou por 17 anos e fechou sem explicação, conta
ela. Após o fechamento da fábrica, seu tio João Lombardi já estava com sucesso
na sua fábrica têxtil na cidade e seu pai com seu irmão mais velho Giusepe
Benito construíram uma transportadora para sustento da família conhecida hoje
como “Expresso vera Cruz”. Além do Expresso, foi-se comprado uma fazenda chamada “Fazenda Canta galo”, próxima
ao município de Prados, a qual foi importante para o aumento da renda da
família.
No tópico de adaptação
Rita relata que não teve dificuldades, já que as culturas não eram tão
diferentes, mas ela apresenta curiosidades exemplificadas pelo fato de eles não
conhecerem frutas como o mamão e a jabuticaba antes de virem ao Brasil. Além
disso, a banana na Itália eu vendida a unidade, e não a penca ou o cacho como
era visto no Brasil. A galinha era confundida com um urubu, devido ao não
conhecimento da ave no país de origem.
Sobra a atualidade
da família na cidade de São João del-Rei, ela não dá dados específicos sobre o
número de membros exatamente, porém afirma um grande contingente de sobrenomes “Lombardi”
espalhados pela cidade. As atividades econômicas não mudaram muito quando se vê
a permanência do expresso, e ao grande desenvolvimento da fazenda após a
repartição aos herdeiros hoje com outro nome, além da antiga: “Fazenda São José”.
Abaixo é representada o Albero Genealógico Família Mattina-Lombardi (Ramo: Lombardi). Percebe-se a presença de Rita na última parte, já que o primeiro membro da família era de 1585.




Gostaria de saber a respeito do filho do Nelson Jose Lombardi ( politico) hoje ele deve estar com uns sessenta anos. Alguém sabe dele? giboucherville@hotmail.com
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